Eu tenho um sonho. O sonho de tornar Braga um concelho cosmopolita, moderno, europeu.
O sonho de uma Braga com carris, onde o metro, que também é comboio, circula pela cidade. Com uma rede de metro (tram) urbana aliada a uma rede de ciclovias e de passeios francos, com árvores e passadeiras em todos os cruzamentos.
Uma Braga ligada aos concelhos vizinhos, com alternativas sérias, ferroviárias. Com o transporte público a funcionar de forma exemplar, a cumprir horários, a ser uma opção para todos, inclusive para os que trabalham e para quem tem turnos fora de horas. De uma Braga onde os autocarros cruzam as fronteiras do concelho. Onde as paragens têm abrigos e são acessíveis. Onde os autocarros andam sempre a tempo e horas.
Uma Braga onde quem precisa do carro pode andar nele. Onde o espaço público protege as pessoas. Sem mortes nas nossas ruas. Onde quem quer andar de bicicleta não tenha medo de morrer. Onde existem passeios para podermos andar a pé, seja em que rua for.
Eu tenho um sonho, o de uma Braga onde as pessoas de cadeira de rodas podem circular em qualquer rua sem ter de pré-calcular quais as ruas onde podem circular. O de uma Braga onde as famílias podem andar com os seus filhos sem medo, onde há parques infantis, onde as crianças podem voltar a ser felizes e a brincar no espaço público. Onde as crianças possam fazer desporto, onde existam condições que permitam que todas aprendam a nadar, dar cambalhotas, correr, saltar, trepar árvores ou praticar um desporto.
Eu tenho um sonho, de Braga como referência olímpica. Com atletas medalhados a serem mentores de futuros medalhados olímpicos. Com um Estádio 1.º de Maio renovado, um pavilhão multidesportivo e piscinas preparadas para as modalidades olímpicas. Com infraestruturas eficientes e eficazes, que promovam o desporto e a saúde.
Eu tenho um sonho, o de uma Braga com mais parques verdes, com mais árvores, com respeito pela água, pela biodiversidade, pelos animais e pela floresta. Com uma floresta autóctone nos nossos montes, com a biodiversidade preservada, monitorizada e conhecida. Com o Parque das Sete Fontes como referência nacional, quer enquanto parque verde, quer enquanto património salvaguardado e visitado.
O de uma Braga com o Teatro Romano a ser utilizado em espetáculos, a ser um atrativo Romano – o melhor de Portugal. O sonho de uma Braga que respeita a sua história, que a recorda, mas que olha para o futuro.
É este o sonho de muitos Bracarenses. E lutarei para que o sonho se torne realidade. Assim os Bracarenses o queiram.
O futuro de Braga não está decidido. Decide-se todos os dias. E decidir-se-á, mais uma vez, nas mãos dos Bracarenses. O futuro não chega sozinho. Constrói-se. Rua a rua. Bairro a bairro. Pessoa a pessoa.
Nenhum resultado eleitoral é dono do futuro. O futuro pertence sempre aos Bracarenses. Porque os Bracarenses sonham com uma Braga moderna, humana e europeia. Uma Braga construída com amor e serviço público.
